O parto – parte II

Finalmente a médica me chamou para o tão esperado exame. Fui correndo para conseguir chegar a sala antes da próxima contração. Tive mais uma contração antes de deitar na maca e a médica fez o toque. A dilatação evoluiu! Estava com 3cm e com contrações de 2 em 2min.

Ela disse que eu seria internada naquele momento, mas teria que ter paciência, pois o trabalho de parto poderia demorar um pouco. Teria que continuar fazendo exercícios para ajudar a dilatar mais rápido. Durante essa explicação tive mais uma contração e no final senti um estalo no colo do útero e uma grande quantidade de água desceu por entre minhas pernas. A bolsa estourou!!! Todos da equipe comemoraram esse momento. Ótimo sinal!

A médica me explicou que eu teria mais dores e que o exercício deveria continuar para que o parto fosse mais rápido. Pedimos o quarto com banheira, pois queríamos o parto na água. Quando cheguei ao quarto fui direto para o chuveiro. Precisava de um banho para relaxar e recuperar o ânimo. A água morna era como um santo remédio na hora da contração. Ficava agachada com a lombar embaixo da água toda vez que a dor vinha. Logo em seguida a enfermeira trouxe uma bola de pilates para que eu fizesse os exercícios embaixo do chuveiro.

Sentada na bola embaixo do chuveiro e com Joaquim fazendo massagens na minha lombar. Sentia-me realizada e cada contração era como se fosse mais um passo na direção do momento mais sublime…o nascimento. A enfermeira monitorava os batimentos cardíacos do bebê a cada 30 minutos e sempre me informava do estado dela que era sempre ótimo. Isso me deixava ainda mais tranquila de que tudo estava bem e que o parto ocorreria de forma segura para nós duas.

Música ambiente e essência de eva – doce no difusor de essências foram colocados para tornar o ambiente mais calmo e relaxante.   E nesse clima as contrações aumentavam em intensidade, não sabia mais em que intervalo elas vinham, mas era um intervalo curto. Então a médica veio me examinar novamente e eu estava com 6cm de dilatação. Ótima evolução em duas horas de trabalho de parto. Resolvi sair do chuveiro e ir para o cavalinho (ou cadeira de parto), não me senti muito confortável nesse aparelho e me trouxeram novamente a bola de pilates. Fiquei sentada na bola e apoiada no cavalinho, Joaquim continuava com a massagem na lombar e eu me concentrava na respiração a cada contração. Logo depois a médica veio me dar massagens e Joaquim ficou sentado na minha frente me dando apoio, eu segurava os braços dele e apertava durante a contração, ele me dizia para apertar o quanto eu precisasse.

Minha mãe e minha sogra também foram acompanhar e tinham livre acesso ao quarto. Minha mãe estava tensa, pela experiência de parto que ela teve o meu parto estava demorando tempo demais. Ver-me sentir dor para ela não foi uma situação confortável e ela preferia ficar do lado de fora, só entrava algumas vezes para ver se estava tudo bem. Minha sogra permaneceu boa parte do tempo no quarto lendo a sutra.

Duas horas depois a médica fez mais um toque e observou dilatação de 8cm. Resolvi ficar na cama, pois nessa hora as contrações já estavam muito fortes e eu já estava cansada, mas não fiquei deitada, pois nessa posição a dilatação demora mais para evoluir. Ficava de cócoras durante a contração e de quatro no intervalo.  A dor agora vinha acompanhada de um forte impulso para fazer força, como a força de fazer cocô. Eu sentia os ossos da bacia abrirem para dar passagem para minha filha, fazia força toda vez que o corpo solicitava, ficava de cócoras durante as contrações, mas estava ficando cada vez mais fraca. Um sono incontrolável tomava conta de mim nos intervalos e praticamente dormia nesses momentos. Não conseguia manter meus olhos abertos e me sentia muito cansada.

Continua no próximo…

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