Completou 6 meses! e agora? – sobre a introdução de alimentos sólidos e como o livro do Dr. Carlos Gonzalez me ajudou

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Aos seis meses, raspando a maçã com os dois dentinhos.

Estou devendo esse post faz tempo, afinal Maria já está com 21 meses. Mas foi bom esperar, pois assim terei mais bagagem para falar sobre o assunto. Alimentação infantil e principalmente a introdução de alimentos sólidos dos bebês sempre é um assunto que gera muita polêmica e que tira o sono das mamães. Eu fiquei super apreensiva nessa fase, afinal é muito mais prático sacar a petchola sempre que a cria solicita e não ter a preocupação com a qualidade ou quantidade de nutrientes que este está recebendo.

Saber que nosso leite é o alimento completo e perfeito para nosso bebê nos deixa tranquila. É bem verdade que muitas vezes nem essa consciência deixa a gente dormir direito. Sempre nos questionamos se nosso rebento está crescendo e se desenvolvendo tanto e tão bem quanto o filhote da vizinha, afinal o gramado alheio sempre parece mais verdinho e isso gera dúvidas até sobre a qualidade do próprio leite.

Quando chegou essa fase eu tive a sorte de ter encontrado na blogosfera uma boa quantidade de informação de ótima qualidade a qual eu  pude recorrer. Não quis recorrer aos pediatras, pois já sabia que teria que fingir estar fazendo o que eles costumeiramente indicam para não bater testa. Então fui tirando minhas dúvidas pesquisando e lendo tudo o que podia sobre o assunto. Até que encontrei a bíblia da alimentação dos bebês. Exatamente isso que você leu A BÍBLIA, pois é assim que eu considero o livro Mi Hijo No Me Come de Carlos Gonzales. E considero assim porque este livro responde todas as questões sobre alimentação que uma mãe poderia ter e vai além, pois levanta uma bandeira muito importante: Confie e respeite seu filho. Essa mensagem é a mais forte que pude notar nessa obra e permeia cada conselho dado.

Então vou falar aqui da minha experiência e sobre o que li no livro.

Sobre a amamentação

Não deveria ser necessário dizer que o leite materno é o único alimento completo existente para bebês. Infelizmente, precisamos afirmar o óbvio contra toda a propaganda de formulas alimentícia para bebês. Sim mamãe, seu leite é completo, você não precisa produzir mais leite, o que você produz é suficiente e adequado para seu filhote. Você não precisa educar seu filho com horários, ele sabe melhor que ninguém as necessidades que tem e mama a quantidade que é necessário para seu bom desenvolvimento, nem mais nem menos. Então se você amamenta em livre demanda, esqueça o relógio. Quem amamenta em livre demanda saca a petcha na hora que a cria solicita e pronto. Não fica pensando que ele mamou há 5 minutos, ou que já tem 5 horas que ele mamou, ou ainda que faltam 5 minutos para completar 3 horas da ultima mamada. Amamentar em livre demanda é amamentar quando o bebê solicitar, seja de cinco em cinco minutos ou de cinco em cinco horas.

A produção de leite é regulada pelo bebê, não é algo que acontece individualmente, por iniciativa do seu próprio corpo, é a sucção do bebê que estimula a produção. Se o bebê mamar muito terá muito leite, se o bebê mamar pouco terá pouco leite. Na verdade temos que dizer que a quantidade de leite que a mãe produz é exatamente a quantidade de leite que o bebê solicitou. Então se seus seios estão aparentemente vazios e seu bebê mama em intervalos muito largos, mas é uma criança alegre e está crescendo normalmente, tranquilize-se, seu filho está bem alimentado e você tem a quantidade de leite normal. O mesmo vale para a mãe de bebês que mamam em intervalos curtos, ele não faz isso porque seu leite é fraco e sente fome mais rápido, o faz porque seu metabolismo tem esse ritmo.

Sobre o crecimento

Quantas pessoas da sua idade você conhece? Quantas pesam o mesmo que você? Você já perdeu a noite pensando: Meu Deus, minha amiga tem a mesma idade que eu e pesa 500g a mais, tem algo errado comigo!? Pois é, parece bizarro, mas ninguém fica comparando a altura nem o peso entre as pessoas da mesma idade. Porque será que fazemos isso com as crianças? Existe um padrão de robustez e saúde estipulado para crianças que todos querem seguir. Algo vendido por empresas alimentícias que eu nem vou citar o nome, mas que vem sendo arraigado na sociedade desde a revolução industrial. Sem entrar profundamente nesse contexto histórico, a realidade é que com base nesse padrão desejamos que nossos lindos bebês sejam robustos e rosados como os bebês dos comerciais e qualquer coisa fora disso é vista como estranho.

No livro, Dr. Carlos Gonzales, explica as curvas de crescimento que são os parâmetros utilizados para acompanhar o crescimento das crianças. Resumindo, o Dr. Carlos Gonzales explica que as curvas de crescimento foram produzidas a partir da média de crescimento de milhares de crianças. Elas apresentam três faixas, uma onde o peso é considerado abaixo da média, outra onde o peso é considerado dentro da média e a ultima considerada acima da média. Se o peso do seu filho está posicionado abaixo da linha média não quer dizer que ele tem problemas. Só o fato dele estar com baixo peso de acordo com o gráfico não quer dizer nada. Afinal existem muitas pessoas magrinhas no planeta que não passam fome e não são doentes. Se a criança está normal, tem energia para brincar, está feliz, dorme bem não há com que se preocupar. Esse é o ritmo dela e deve ser respeitado.

Sobre o significado de Alimentação Complementar

Quando a criança completa cinco meses muitos pensam em ir acostumando logo a criança com outros alimentos para que nos seis meses já esteja acostumado e coma tudo o que for oferecido. Eu já cheguei a reproduzir essa pérola. Mas agora, depois de estudar bastante, sei que isso não só está errado como pode atrapalhar e muito o processo.

Primeira coisa que a mãe deve saber é que a criança deve ser amamentada EXCLUSIVAMENTE até os seis meses. Isso todo mundo já sabe, mas não custa nada repetir. E a segunda coisa que as mamães devem saber é que a alimentação oferecida quando completam os seis meses é complementar.

O que significa dizer que a comida oferecida ao bebê nessa fase não é mais importante do que o leite materno. Ele definitivamente não precisa comer toda a papinha deliciosa que a mamãe preparou, beber os suquinhos e comer as frutinhas. Isso porque o leite materno deve continuar sendo seu principal alimento, pois é o mais completo.

No caso de crianças que tomam o leite artificial, que é incompleto nutricionalmente, provavelmente com seis meses a criança já vai ter começado a comer outras coisas. Nesse caso os outros alimentos tem mais importância, pois complementam as necessidades nutricionais do bebê.

Porque só começar aos 6 meses a oferecer alimentos sólidos?

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Com 8 meses comendo beterraba cozida no vapor.

O trato intestinal do bebê só está pronto para receber alimentos sólidos a partir dos seis meses de vida. Antes disso o bebê não possui proteção intestinal contra substâncias de alguns alimentos que podem provocar alergias se caírem na corrente sanguínea. Além disso nessa fase o bebê tem reflexo de propulsão da língua, mecanismo que evita que o bebê engasgue, faz com que ele empurre o alimento para fora da boca e não para a direção de ser engolido. Também o aparecimento dos primeiros dentes, na grande maioria das vez es, é entre os 5 e 7 meses que é mais um sinal de que o organismo da criança está apto para receber alimentos sólidos.

Outro fator importante é a capacidade de se sentar para o estabelecimento da alimentação com alimentos sólidos, pois é feita de forma diferente da amamentação que é associada ao aconchego, carinho e também ao sono.

Por fim, o estabelecimento dessa idade para o início da introdução de alimentos sólidos é também pelo fato das reservas de ferro do bebê baixarem muito nessa fase.  Os bebês já nascem com uma boa reserva de ferro que é suficiente para mante-lo saudável até os seis meses (salvo casos específicos, como bebês prematuros e filhos de mães subnutridas), porém a demanda por ferro do organismo aumenta e o leite materno não é capaz de suprir já que, como todo leite, não é rico em ferro.

 Como começar?

Não existe uma regra bem estabelecida que determine como começar a introdução de alimentos em lactantes. Alguns acreditam que começar pelas frutas seja melhor, outros pelos cereais, enfim, não existe mesmo uma regra. O Dr. Carlos Gonzales diz que não importa. Comece a introdução da forma como você achar melhor dentro do seu contexto, lógico, sendo sensata e não oferecendo alimentos que podem prejudicar a saúde do bebê.

Comece com calma e sem criar expectativas. Não pense que seu filhote vai amar a primeira fruta que comer, ele vai fazer muita cara feia, afinal ate hoje só tomou seu leite. É muito importante não forçar. Nada de enfiar garganta a baixo o que você estiver oferecendo. Nada pode ser mais desrespeitoso e doloroso do que ser obrigado a comer sem vontade, nada pode provocar mais rejeição ao alimento do que isso. Tenha calma. Se estiver oferecendo com uma colher, espere o bebê abrir a boca para colocar a colher dentro. Se ele não estiver aceitando a colher, que tal tentar oferecer com o seu dedo, passando delicadamente o dedo melado nos seus lábios para que experimente.

Delicadeza, paciência e informação são o que mais as mães precisam nessa fase.

Como eu comecei?

Aqui eu comecei com as frutas. Dentre as dicas que eu li, uma foi de oferecer a mesma fruta durante 3 dias e observar a reação. Isso porque nesse período você pode observar se a criança tem ou não alergia, se essa fruta solta o intestino ou prende e se a criança gosta. Muitas vezes é necessário oferecer o mesmo alimento no mínimo 10 vezes até que a criança se acostume e realmente goste. Então se algum alimento for recusado hoje, tente oferecer amanhã de outra forma. Maria Luiza nunca gostou de banana amaçada e maça raspada e nada desse tipo, então sempre ofereci as frutas em pedaços mesmo e ficava observando.

Depois de ficar mais de duas semanas oferecendo frutas, comecei as papinhas salgadas. Comecei oferecendo como as frutas, um legume de cada vez, sem misturar e observar a reação. Ela desde o principio não gostou de colheres e não estava tendo sucesso oferecendo as papinhas salgadas com colher, ela não abria a boca, no máximo puxava a colher da minha mão para brincar. Então resolvi deixar ela pegar a papinha com as próprias mãos e experimentar se sentisse vontade. Fazia sempre na consistência de purê e oferecia para ela, deixava livre para meter a mão e melar o quanto quisesse. Ela sujava a mão, a cabeça e tudo o que estava a sua volta e experimentava. Às vezes só experimentava mesmo, depois não colocava mais nada na boca, outras ficava chupando os dedinhos o tempo todo. Deixá-la comer assim foi a melhor coisa que eu fiz. Ela sentia o cheiro e a textura dos alimentos, saboreava não só com a boca mas também com o olfato.

Como é hoje?

Com 20 meses, comendo sozinha sentada na mesinha.

Bom hoje eu tenho uma menina que come quase tudo. Sempre me preocupei em oferecer alimentos frescos, sem açúcar, com o minimo de sal possível e nada industrializado. Também não comemos carnes e ela não bebe outro leite a não ser o meu. Sim, ela continua mamando, mama muito e come muito bem. Não posso dizer que ela come todos os legumes, não come, mas sempre ofereço todos e às vezes ela come. É bem seletiva e um pouco desconfiada para experimentar, mas deixo ela livre para experimentar no tempo dela ou deixo para outra ocasião. E se você ficou ai se perguntando como eu iria ensinar bons modos para uma menina que passava comida até no cabelo, eu respondo: hoje ela come sozinha sentada em sua mesinha, sem sujar quase nada! A tendência é copiar os pais, se você não suja até o cabelo quando está comendo, não se preocupe que seu filho não terá esse hábito.

Dicas que considero importantes

  • Estejam atentas as fases de desenvolvimento da criança, elas podem alterar o ritmo de alimentação dependendo da fase que estiverem atravessando. Dentre as mais importantes eu destaco a crise dos três meses, ansiedade da separação por volta dos 8 meses e a crise dos 12 meses, fora as épocas em que os dentes estão nascendo. Então muita calma nessa hora, a criança pode querer comer ou mamar muito pouco, ou parar de comer e só querer mamar. O importante é entender que isso passa e que sua paciência nesse momento pode ser decisiva para o estabelecimento de bons hábitos alimentares no futuro.
  • Se precisar desmamar seu filho o faça de forma gentil, depois de no mínimo 6 meses de amamentação exclusiva e, se possível, fora das idades criticas (citei acima).
  • Se você amamenta seu filho não precisa introduzir leite e derivados até completar 12 meses. Se a amamentação foi interrompida procure o leite adequado para a idade e fuja dos compostos lácteos!
  • Açúcar é algo que você considera essencial porque você já  conhece. Seu bebê não sabe o que é açúcar e não sentirá falta num suco de maracujá, nem mesmo no suco de limão. Não importa o tipo de açúcar, se você adoça com açúcar mascavo ou qualquer outro você está acostumando seu filho ao paladar adocicado. Deixe ele perceber o real sabor das frutas, conhecer o doce natural que existe em todas elas e desenvolver suas preferências sem interferências.
  • A papinha feita em casa é melhor em milhões de aspectos, evite ao máximo papinhas industrializadas. Se não sabe cozinhar essa é uma boa oportunidade de aprender, e existem muitos blogs e sites ótimos que podem auxiliar nesse processo.
  • Não bater as papinhas no liquidificador e sempre que possível oferecer em pedaços u amaçado com garfo.
  • Exemplo é tudo, não adianta você dizer que não vai dar refrigerante para seu filho e tomar um litro de coca cola no almoço.  Como eu disse antes, as crianças copiam os pais, então se você deseja que seu filho tenha uma alimentação saudável, tenha você mesmo uma alimentação saudável.

Alguns links importantes

Sobre o porque de esperar até os seis meses para iniciar a introdução alimentar: http://maternarconsciente.blogspot.com.br/2011/07/seis-razoes-para-esperar-seis-meses.html

Sobre alguns mitos sobre amamentação: http://maternarconsciente.blogspot.com.br/2011/05/mitos-sobre-amamentacao.html

Sobre as curvas de crescimento: http://maternarconsciente.blogspot.com.br/2011/04/curvas-de-crescimento.html

blog de alimentação infantil: http://www.asdeliciasdodudu.com.br/

O livro está disponível em pdf neste link: http://rebeccademes.com/lecturas/mininonomecome.pdf – está em espanhol mas é de fácil compreensão.

Então boa sorte para você que está começando essa viagem! Volto a falar do assunto depois dando dicas de alimentação saudável.

 

beijos

 

 

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4 respostas a Completou 6 meses! e agora? – sobre a introdução de alimentos sólidos e como o livro do Dr. Carlos Gonzalez me ajudou

  1. Pois é, quando chegou perto da Maria Alice fazer 6 meses comecei a dar uma pesquisada no assunto e conversar com muitas mães. O fato é que iriamos fazer nossa primeira grande viagem qndo ela já tivesse 5 meses, iriamos por dois meses ao brasil, ver a familia e trabalhar num arquivo. Então ela faria 6 meses fora de sua rotina total, viajando, conhecendo o mar. um mar de gente, e muitas outras coisas sem falar as tantas movidas, fomos em 4 estados diferentes e longes um do outro. Então ela fez 6 meses e estávamos em salvador, mas n introduzi alimentos, afinal ela continuava mamando então sem problemas. Apenas água de coco. Aos seis meses e meio, já em sampa-rj introduzimos o alimentos, a primeira coisa foi batata. e assim foi por três dias., em consistência de purê. dada por mim e o pai. depois foi batata-baroa (mandioquinha), aipim, inhame, e só depois começamos frutas. começamos uma refeição por dia, durante duas semanas e apenas raízes. sempre em purê amassado no garfo. Depois, na terceira semana, eu comecei a trabalhar no arquivo, que estava 500 mt da nossa casa, então eu sempre dava um pulo em casa pra dar de mamar. e maria alice passou a comer 3 vezes ao dia. de manhã fruta, no almoço alguma papinha e aí já começamos a misturar e de noite fruta. O pai ou avó sempre a davam de comer. voltamos pro méxico, pra nossa casa. maria alice já com 7 meses e rsolvi pôr em prática sobre um método que já havia lido há um tempo, mas estava esperando estar em cnsa na nossa rotina pra experimentar. o método se chama blw. tem grupos no face, blogs, enfim, muitos materiais aqui na internet. pra mim fazia totalmente sentido, o método consiste em dar o alimento inteiro para o bebê, em formas de palitos, cozidos ao vapor. porquê não a papinha, aviozinho e as colheradas? porque nesta fase, a criança tem necessidade de tato e olfato muito grande, tudo quer pegar, sentir e levar a boca. os alimentos inteiros, cozidos ao vapor, em formas de palitos permite que a criança possa pegar por ela mesma cada alimento, perceber a cor de cada um, as diferentes texturas e formas. Com a papinha fica mais dificil a criança pegar com a própria mão e ela também acaba não conhecendo cada alimento. E afirmo: as crianças não se engasgam. maria alice hoje tem dez meses, totalmente banguela e nunca se engasgou, come goiaba sem eu precisar as sementinhas! sempre a coloco sentada a mesa conosco, comemos sempre no mesmo horario, e sempre oferecemos diversas frutas, verduras, raízes, legumes, enfim, sempre diversos alimentos numa mesma refeição, e deixamos ela pegar o que quiser, o quanto quiser. ela estabelece a quantidade que come e no tempo dela, quando ela não quer mais, pede pra sair. Gosto bastante deste tipo de dinâmica, uma vantagem é que comemos todos juntos a mesa, e não precisamos ficar fazendo aviãozinho, esperando que ela dê um vacilo pra enfiar uma colher em sua boca, horas e horas até que ela coma toda porção que você preparou, e sua comida já está fria. Pra nós, esta dinâmica nos têm sido mais fácil também, comemos todos juntos, cada um a quantidade que quer, e no seu próprio tempo. O método BLW também defende que não devemos impor e forçar uma quantidade pra criança, que ela vai comer o que seu corpo pede, e com isso também previne a obesidade, uma vez que a criança quando come sozinha ela sabe exatamente a quantidade que seu corpo precisa e com a papinha não, pois nós que estabelecemos a quantidade. O método BLW também defende aleitamento materno exclusivo por 6 meses e que sim, umas das condições é que o/a bebê já possa sentar pra começar. Sempre que o/a bebê for comer, comer sentado e com um adulto por perto. Os alimentos inteiros, os bebês comem com as mãos – e sim vai sujar mesmo, assim treinam a coordenação motora. Maria Alice come arroz com a mão. 😀 O uso de talheres só quando você perceber que seu/sua filha/o já consegue manipulá-lo. Enfim, o método pra mim faz totalmente sentido, permite que a criança identifique cada alimento, cor, textura, forma, sabor, coordenação motora, autonomia para comer. Aqui em casa sempre fazemos feira juntos, e ela sempre vai, e escolhe uma fruta pra comer enquanto fazemos a feira, rs. Também quando cozinhamos ela fica a cozinha conosco, deixamos ela brincar com os alimentos crus. Acho que essa relação com a comida, fazer a feira, cozinhar, comer, enfim, é importante envolver a criança neste processo. e eles adoram participar! 😀

  2. Olá, sei que esse seu post é antigo, mas ele é muito bom. Eu tenho um bebê de cinco meses e tenho lido muito sobre introdução alimentar. Estou escrevendo algo no meu blog. Gostaria de saber se posso fazer menção ao seu e deixar o link, de boa? 🙂
    Obrigada,
    Um abraço,
    Juliana

    • Debora Daltro disse:

      olá, que bom que gostou. pode citar sim. uma sugestão que faço é procurar sobre o BLW, um método que eu hj considero o melhor e tbm sobre a introdução de sucos nessa idade, que deveria ser evitada, na época eu não tinha essa informação. De qualquer forma a introdução alimentar da minha filha eu considero um sucesso ainda, hj ela tem 4 anos e come muito bem, todas as frutas e verduras. E tem hábitos muito saudáveis que impressionam a maioria das pessoas. Um abraço, boa viagem nessa trajetória! grande abraço!

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