Voltando a ativa!

Quanto tempo. Sempre penso em escrever, tantas e tantas coisas passam por minha cabeça todos os dias, mas sempre tem alguma coisa na frente e acabo deixando para depois!

Dessa síndrome do “deixa para depois” eu quero me livrar. Por mil motivos. Por que acredito que eu tenha muito a dizer, por que eu quero fazer parte desse movimento de mudança partilhando minhas experiências, por que quero deixar um registro para minha filha ler e entender como foi o processo de maternar para mim, como foi os primeiros anos de vida dela, como foi ver crescer uma criança e crescer junto com ela.

Esses últimos meses foram de muitas mudanças na nossa vida. A ultima vez que escrevi você acabava de completar 12 meses, estava dando seus primeiros passos, interagindo melhor com outras pessoas, começando a falar mais palavras.

E os cinco meses que seguiram depois da ultima postagem foi incrível. Não tem como comparar aquele bebê com esse de hoje. Temos uma pequena andante e falante. Repetindo todas as palavras, se comunicando, contando suas histórias! Pode parecer caduquice de mãe coruja, mas mesmo que ainda não forme frases consegue contar com algumas palavras e gestos alguma vivência que marcou.

E assim se esmera em gestos quando perguntamos: Como foi filha que o papai expulsou o jegue? E então prontamente responde gesticulando: Sai “dégue”, sai, sai! E mostra onde ocorreu o fato. Fala sobre a amiguinha que apertou sua bochecha com força: Neném ahmmmm!!! e aperta a própria bochecha.

Corre a casa, espalha brinquedos, dança, canta. Não tem um dia que não rimos das suas travessuras. Aprendeu a falar “não” quando não quer e “qué” quando quer algo. Na dúvida diz não para tudo! Quando quer mamar diz: Peta qué!

Com 16 meses você demostra muita tranquilidade quando está com outras crianças. Raramente entra na disputa por algo, demonstra empatia e consegue até dividir algumas coisas. Em grupos maiores está sempre observando curiosa cada movimento, tenta acompanhar com os olhos os movimentos dos outros. E brinca, se diverte e quase não lembra da mamãe!

Antes disso passou por uma fase complicada. Mamãe vai contar aqui com mais detalhes depois. Foi entre 13 e 15 meses. Muito choro, muita energia, muita vontade de se comunicar e era difícil ser entendida, a mamãe e o papai não conseguia entender algumas coisas, e você não conseguia explicar e isso era estressante para nós três. Mas essa fase foi muito importante para estabelecer a comunicação como temos hoje, e que vai melhorando a cada dia.

Como tudo passa, agora estamos vivendo a que eu considero uma das suas melhores fases. Você está sempre muito ativa e exige nossa presença nas suas brincadeiras, quer atividade, então temos que ler, dançar, pular, correr e passear!! Mas, por conseguir se comunicar melhor essas necessidades, demostra maior tranquilidade e segurança o que a deixa mais feliz.

Então, a mamãe e o papai aprendemos mais sobre você, sobre o mundo infantil, sobre como observar e entender alguém tão pequeno. Pensamos em contar isso para outros pais. Fomos além, começamos a pensar como será sua educação, com quem você irá conviver, observamos suas necessidades de interação com outras crianças. E então, finalmente, tomamos coragem para conversar isso com outros pais.

Nasce então uma nova família, uma comunidade, um grupo de pessoas que pensam nas necessidades dos filhos e pensam em soluções para atender a essas necessidades. Um grupo de pessoas que se unem para juntos criarem seus filhos. Nasce a partir daí o Co-Criando em Lençóis.

Bom, mas essa história eu conto depois para você minha boneca!!!

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