A importância do aleitamento materno

Minha filhota ainda não nasceu, mas tenho pesquisado muito sobre aleitamento materno. O que tem me surpreendido é a quantidade de informações e propagandas para a utilização de fórmulas de leite para recém – nascidos, muitas vezes recomendados por pediatras.

Obviamente existem casos específicos em que o uso dessas fórmulas é necessário, como o caso de mães que são portadoras do vírus HIV ou estão fazendo algum tratamento radioterápico, ou de bebês com intolerância a lactose (açúcar natural existente no leite).

No caso das mães com um desses problemas, elas podem recorrer aos bancos de leite materno existentes em alguns hospitais. Em caso de bebês com intolerância a lactose realmente a única saída são as formulas sem essa substância.

Nos demais casos o bebê deve mamar exclusivamente no peito até os seis meses de vida. Inicialmente a amamentação exclusiva pode parecer cansativa e muitas mães ficam na dúvida se o bebê está recebendo a quantidade certa de nutrientes e se está realmente alimentado já que, muitas vezes, chora para mamar várias vezes.

É necessário entender que o bebê recém-nascido até os seis meses de idade ainda não têm horários definidos de alimentação. Pense que esse bebê que acaba de chegar nesse mundo veio de um lugar onde ele nunca sentiu fome, pois estava conectado diretamente com a mãe e recebia os nutrientes necessários sem que precisasse solicitar. Depois que nasce, além de ter que solicitar (chorar) o alimento, tem também que sugar o seio de sua mãe para obtê-lo. Esse exercício de sucção é cansativo e muitas vezes ele para e acaba dormindo antes de saciar por completo sua fome, tendo que, em pouco tempo, solicitar a mamãe outra vez. Eu diria que estipular horário de mamada, como aconselham alguns pediatras, é uma crueldade cometida contra o bebê e mãe, é um condicionamento desnecessário e pode ser muito estressante para ambos.

Nos três primeiros dias a mãe produz somente colostro que é fundamental para o inicio da produção de leite e para vacinar o bebê contra várias doenças. É uma dose extra de proteção para seu filho e com certeza nessa fase ele vai parecer esfomeado e vai solicitar o peito muitas vezes. Depois desses primeiros dias a mãe começa a produzir leite e o bebê começa mamar mais tempo e ficará mais saciado.

É importante lembrar que na primeira semana a criança perde peso, isso também é natural e ela já nasce preparada para isso, pois acumulou gordura suficiente no corpo nas ultimas semanas de gestação, para mantê-lo saudável e quentinho aqui fora. Muitas mães se assustam com essa perda de peso e logo pensam que o leite não está sendo suficiente. Essa perda de peso só é preocupante se depois de 15 dias de vida o bebê, ale de ter perdido peso não tiver ganhado nada, nesse caso o pediatra deverá ser consultado. Depois do primeiro mês de vida o bebê continuará solicitando muito o peito da mamãe e isso é saudável e muito bom para estabelecer uma relação de afeto mais intima entre mamãe e bebê.

Lembre-se que amamentar é um ato de amor porque não provê só alimento para a criança, mas carinho, afago, remédio e conforto. É no peito que a criança se sente protegida e acolhida nesse mundo novo, e é no peito que ela deve ficar quanto tempo desejar até pelo menos os seis meses de vida.

Além de tudo a mãe precisa estar calma e consciente de que está fazendo o melhor para seu bebê. Amamentar é uma tarefa que envolve toda a família e é importantíssimo que as pessoas que acompanham essa mãe contribuam para mantê-la calma. Alegar que o bebê está com fome, que o leite é fraco, entre outras coisas, não só é uma grande mentira fruto de desinformação, como não ajudam em nada mãe e bebê.

O que toda mãe deve saber é que mesmo que escolha a melhor fórmula do mercado essa não terá todos os nutrientes necessários para o crescimento do bebê. O leite de vaca foi feito para o bezerrinho, com a quantidade de nutrientes certa para ele. O bezerro não nasce com três quilos, é um animal muito maior e precisa de proteínas mais complexas para se alimentar e crescer. O leite tipo fórmula tenta aproximar a quantidade de nutrientes e simplificar as proteínas para ficar mais adequado ao uso por bebês humanos, mas nesse processo perde grande parte das suas propriedades nutritivas e precisa ser enriquecido com vitaminas e sais minerais. Ou seja, nunca vai ser nem parecido com o leite materno.

Muitas mães queixam-se de que gastam muito tempo amamentando o seu bebê, mas esse contato inicial é essencial para o desenvolvimento emocional tranquilo do bebê que vai ser uma criança menos ansiosa. Muitas outras vantagens já foram relatadas sobre o ato de amamentar e a Organização Mundial de Saúde indica o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e que a mãe continue amamentando até os dois anos.

O importante é se informar, e eu descobri muitas coisas sobre o assunto aqui. Vale a pena conferir, ler e se informar.

No final das contas, amamentar é um ato de amor e deve ser praticado o maior tempo possível.

 

Muita Luz a todos!

 

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